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Sozinha em Cuba. Confira as dicas para uma viagem independente

Rua de Trinidad, Cuba

Rua de Trinidad, Cuba

Uma viagem para Cuba de forma independente pode ser complicada para organizar. Quando ir? Qual moeda levar? Onde se hospedar? Mulher viajando sozinha é perigoso? São muitas dúvidas e é por isso que eu fui e voltei para contar como eu fiz para aproveitar a ilha de Fidel sem agência e sozinha. Foram 9 dias entre Havana (5 dias), Santa Clara (1 dia) e Trinidad (3 dias). Viagem feita em Novembro de 2015.

Atenção, não tem dica de praia porque normalmente não viajo com esse objetivo. Procurei reunir, no entanto, informações práticas e gerais sobre como se locomover, os cuidados a tomar, como reservar hospedagem e os preparativos necessários para uma aventura em Cuba. Siga em frente!

Como chegar?

As passagens para Havana não são baratinhas, mas de tempos em tempos aparecem promoções. Aproveitei um saldão da panamenha Copa Airlines que foi a pechincha da década (R$ 1000 ida e volta saindo do Rio de Janeiro e isso é três vezes menos o valor que eu sempre via). É normalmente a companhia aérea que oferece melhores tarifas e saídas de várias cidades do Brasil. Por isso, é a opção mais comum para chegar à ilha. Tem a escala no Panamá, o que dá a chance de sair para um tour. O vôo Rio – Panamá City durou 6h30 e Panamá City – Havana, 2h30.

Precisa de visto para visitar Cuba?

Visto para Cuba custa U$ 20 e pode ser comprado direto no check-in caso vá de Copa Airlines

Visto para Cuba custa U$ 20 e pode ser comprado direto no check-in caso vá de Copa Airlines

Sim, mas sem estresse. A própria Copa Airlines vende os vistos no balcão de check-in. Nada mais é do que um papel que você pega em troca de US$ 20. Quando saí do Rio de Janeiro não tinha o papel do visto (essa escassez é bem comum, não se desespere), então eles vendem na conexão no aeroporto Tocumen, em Panamá City. Não precisa passar no balcão, você pega no portão de embarque com uma pessoa da Copa.

Eu tive a impressão de estarem dando troco normalmente, mas aconselho a levar a soma certinha porque há relatos de falta de troco. Preencha, pois para entrar no avião eles pedem para ver. Não entre no avião rumo a Havana sem esse papel. Se ninguém aparecer para vender, corra atrás e pergunte (conselho dado pela própria atendente no check-in do Rio).

Outras formalidades como seguro saúde ou vacinas …

Oficialmente, exige-se seguro saúde para entrar em Cuba e vacina de febre amarela. Na prática, porém, não me pediram nenhum dos dois. Na entrada a agente de imigração só perguntou se eu tinha visitado a África recentemente (!?). Eu disse NÃO e passei. A vacina eu tenho e levei, mas o seguro saúde eu chutei o balde não fiz. Eu sou mão de vaca e maluca mesmo, o melhor é se prevenir em viagens internacionais. Atualmente, não há mais necessidade de pagar a taxa de saída da ilha, pois já está embutida na passagem.

Melhor período para curtir Cuba?

A estação seca vai de novembro a maio e é considerada melhor época para visitar Cuba. Temperaturas mais amenas e menos chuvas (há controvérsias sobre isso, pois o clima tropical é muito instável). Fui em novembro 2015 e peguei um sol de rachar e chuvas no fim de tarde. Atenção também ao período de furacões (dizem que outubro é o pior mês, mas o período oficial dos ciclones é de junho a novembro). Eu acho isso: vá quando puder e curta o que for possível da estação.

Hotel ou casa particular?

Casa particular, claro. Os hotéis em Cuba (com exceção dos resorts da praia) são velhacos e você provavelmente vai se decepcionar com o que pagou. Nas cidades, o sistema de casa particular é a melhor opção. Esse tipo de hospedagem já existe há décadas na ilha, é seguro e totalmente legal (basta ver o símbolo na porta). As pessoas organizam um ou dois quartos da casa para receber turistas e precisam oferecer condições básicas de conforto para conseguir a autorização. Escolher uma é que é difícil, pois são muitas opções.

Casa da Délia, minha hospegem em Havana

Casa da Délia, minha hospegem em Havana

O valor vai de 20 CUC a 35 CUC. Eu olhei vários sites como www.belisimacuba.com, www.casaparticular.com, www.mycasaparticular.com, www.cubaccommodation.com. 

Não é preciso pagar nada antes, basta reservar. No final, eu escolhi pelos reviews do Tripadvisor e achei o site direto da casa. A proprietária, Délia, reserveou meu transfert de chegada.

Qual é a moeda em Cuba?

Cuba tem duas moedas e dois mundos. Um mundo é o dos estrangeiros e do consumo onde se usa o CUC ou peso convertibles. O outro é o dos cubanos que ficam fora desse mundo de luxos e tentações. Para eles, o CUP.

Com o CUC dos estrangeiros, é possível comprar serviços turísticos de transporte, hospedagem, alimentação de primeira e fazer compras de artigos de nenhuma necessidade (rum, charutos e outros souvenirs caríssimos). 1 CUC = 1 USD – 10% (taxa extra que recai sobre amoeda americana). Ou 1 CUC = 1.05 Euro no câmbio quando estive na ilha (Novembro/ 2015).

Com o CUP dos cubanos, você vive a vida humilde, porém honesta, pega ônibus público, come nas lanchonetes populares e faz compras de produtos básicos nas vendinhas. (1 CUC = 25 CUP), mas saber isso é irrelevante porque provavelmente você não vai botar as mãos nessa moeda. Não é proibido, mas é difícil de conseguir. Caso você consiga e tenha essa carinha de latina como eu pode pagar bem mais barato em entradas de museus, nos mercadinhos e usar o transporte comum urbano e interurbano. Eu fiquei somente uma semana na ilha e não tentei conseguir CUP.

Há a intenção de unificar a moeda na ilha e em alguns anos esse tópico não fará mais sentido.

 1 CUC = 1 USD – 10% (taxa extra que recai sobre a moeda americana). Ou 1 CUC = 1.05 Euro no câmbio quando estive na ilha (Novembro/ 2015).

1 CUC = 1 USD – 10% (taxa extra que recai sobre a moeda americana). Ou 1 CUC = 1.05 Euro no câmbio quando estive na ilha (Novembro/ 2015).

Que dinheiro levar para Cuba? Vale a pena MESMO levar Euros?

A resposta não é tão simples. A dica padrão é levar Euros porque do Dólar é descontada uma taxa de 10%. Ok! Como eu sou de humanas, segui a cartilha e nem pensei muito.

Na segunda visita à CADECA (casa de câmbio) vi que algo nessas contas estava errado. Explico: quando comprei Euro no Rio, a moeda europeia tinha dado um salto e ficado MUITO acima do Dólar. Ou seja, paguei uma fortuna pelo Euro para economizar os benditos 10% de multa no Dólar.

Economizei? Sim, mas a vantagem foi quase ridícula. Veja ali acima que 1 Euro não vale muito mais do que 1 CUC. Pior, eu tinha dólares em casa de viagens antigas (comprados a menos de 3 Reais) e não levei para bancar a esperta.

Que dicas então posso dar em relação ao câmbio?

1) No geral, levar Euro é melhor, mas antes repare na diferença entre a cotação do Dólar e do Euro em relação ao Real no momento da sua viagem. Se for muito grande pode valer a pena ir com Dólar mesmo.

2) Não pense em trocar seus dólares por Euros para viajar pra Cuba, pois provavelmente uma dupla troca de câmbio vai ser menos vantajosa do que pagar a bendita multa de 10%.

3) A dica mais doida e sensata: se fizer uma viagem para o Canadá, traga uma reserva de dólares canadenses e guarde para sua viagem a Cuba. A moeda canadense é super valorizada em Cuba e livre da taxa.

Passa o cartão?

Não! Na maioria dos restaurantes, lojas e hospedagens os cartões de crédito não são aceitos. Nos resorts de praia aparentemente esse não é um problema, mas não fui a nenhum e não posso dar opinião. Então, faça bem suas contas porque é uma viagem cara e que exige cash o tempo todo.

Quanto custa viajar para Cuba?

Meus amigos, custa caro. Principalmente em época de valorização do Dólar e Euro frente ao Real. Hospedagem em quarto privado com banheiro = 30 CUC + 5 CUC de café a manhã. Uma refeição custa, em média, 8-10 CUC. E os pratos em Cuba não são bem servidos.

A cerveja custa 2 CUC e o Mojito, 3 CUC. A água varia de 1,5 CUC a 2 CUC. Bota aí na conta + transfert aeroporto de Havana a 30 CUC o trajeto. O transfert Havana >Trinidad em taxi compatilhado, 25 CUC o trajeto. Sem contar que praticamente todos os museus e monumentos são pagos, de 1 CUC a 10 CUC.

Eu diria que é o preço de uma viagem pela Europa (em valores gastos por dia), sendo que em Cuba você tem que comer em restaurantes. Não tem a opção de comprar um sanduíche ou biscoitos em mercado porque é muito difícil encontrar um. A comida de rua também é praticamente inexistente.

Aliás, onde comer em Cuba ?

A salada de atum com abacate foi uma das refeições mais baratas que fiz: 3,5 CUC, no Café O'Reilly, Havana.

A salada de atum com abacate foi uma das refeições mais baratas que fiz: 3,5 CUC, no Café O’Reilly, Havana.

Já que começamos a falar de comida, que tipo de dicas posso dar para quem gosta de provar novos sabores? Eu passei pouco tempo na ilha e só posso dar minha opinião pessoal. Os famosos “paladares” – que ganharam esse nome por causa de uma novela brasileira – são (ou eram) restaurantes caseiros montados nas salas das pessoas que viam neles uma forma de ganhar um extra. Pois não é que em Cuba eles estão “gourmetizados”? Sim, essa praga chegou na ilha de Fidel.

Não que eu tenha procurado muito, mas quase não vi as cantinas. O que achei foram restaurantes requintados com “paladar” no nome. Vale lembrar que também não me empenhei em achar. Eu só andei nas ruas e parava onde me apetecia ou quando precisava me abrigar do calor evitando um desfalecimento. Em Havana, comi no Paris Café, no Café O’Reilly e em vários outros que não guardei o nome.

O que tem para comer?

A lagosta é relativamente barata. Um prato com um lagostão custa de 7 a 10 CUC. Então, aproveite para se esbaldar e fingir que é rico.

Tem também a Ropa Vieja, carne desfiada com arroz e feijão feito à moda cubana. O Arroz Morro, um mexidão de arroz com feijão (tipo baião de dois) e o chips de banana (eu já tinha provado no Amazonas). Muitas dessas comidas têm no Brasil, mas o tempero e jeito de preparação têm o toque da ilha. Outro ponto forte são as frutas cubanas. A ilha é referência em agricultura orgânica e as frutas e legumes têm sabor especial.

Almocinho modesto. lagosta e chips de banana.

Almocinho modesto com lagosta e chips de banana.

Para beber, as cervejas cubanas são ótimas. A Bucaneiro é mais forte e encorpada e a Cristal parece a Heineken. Também tem o mojito e o daiquiri imortalizados por Hemingway, mas eu não sou muito fã de rum. Não deixe de provar a limonada cubana. É feita com soda e é muito refrescante.

Como se locomover em Havana?

A pé.

Em Havana, os únicos lugares onde não fui a pé: Fortaleza de la Cabaña (taxi 5 CUC trajeto partindo da Ave del Puerto) e Plaza de la Revolución para ver a imagem gigante do Che Guevara e Camilo Cienfuegos (peguei o sightseeing de 5 CUC que faz um panorâmico da cidade saindo do Park Central) .

havana

Se for usar o bicicletaxi negocie o preço antes e se certifique de que tem o dinheiro trocado. Eles nunca têm troco para CUC.

O resto fiz tudo a pé, pois é a melhor forma de não ser extorquido pelos CocoTaxis, BicicleTaxi ou táxis propriamente ditos.

Andei a pé desde Havana Viaja a Vedado. A Plaza de la Revolución, onde tem a imagem gigante de Che é um dos poucos lugares que precisa ir de transporte.

Andei a pé de Havana Vieja a Vedado. A Plaza de la Revolución, onde tem a imagem gigante de Che, é um dos poucos lugares que precisa ir de transporte.

Como se locomover entre cidades em Cuba. Via Azul ou táxi compartido?

A Via Azul (http://www.viazul.com/) é uma linha turística que liga várias cidades de Cuba. Os ônibus são confortáveis, climatizados e elitizados (são só para gringos). O problema é que o ônibus vai de rodoviária em rodoviária e a de Havana, por exemplo, é super fora da cidade.

O transfert para ir na rodoviária pode tornar a passagem da Via Azul muito cara. Eu usei a Via Azul (de Trinidad para Santa Clara) e as lotadas (ou taxi compartido como chamam em Cuba) entre Havana e Trinidad. Normalmente, o taxi compartido é o mesmo preço da passagem Via Azul, mas eles te pegam onde você estiver hospedado e te entregam no destino (sistema porta a porta).

Em regra geral, a casa onde você se hospeda se encarrega de reservar o táxi compartido. Achei a opção mais cômoda.

Mulher viajando sozinha para Cuba. Pode?

Sim, fui sozinha e não passei nenhum sufoco ou me vi em situação de perigo em nenhum momento. Também não achei que existia preconceito, ou seja, não me senti constrangida em nenhum lugar por estar sozinha. Os índices de violência na ilha são baixíssimos e os turistas não correm muitos riscos. Só não baixe a guarda totalmente, evite exibir aparelhos eletrônicos, usar colares chamativos ou ostentar porque há sim pequenos furtos.

E o assédio? É grande e irritante, mas a verdade é dura: não é porque tomamos chá de beleza. A maioria que ousa puxar assunto na rua em locais turísticos são os “jineteiros”, espécies de malandros/malandras que tentam atrair atenção dos turistas para dar pequenos golpes como contar uma história triste (e pedir dinheiro) ou convidar para ir em um bar e deixar a conta para você pagar. Outros vão oferecer ‘produtos’ que podem ser drogas, charutos e sexo.

Veja bem, estou falando de locais essencialmente turísticos como o centrão de Havana. Obviamente esse assédio não deve ocorrer se você for para cidades do interior. Fui abordada por algumas pessoas na rua, homens, mulheres e casais, mas eu não costumo conversar com estranhos na rua nem no Brasil e, por isso, não tenho nenhuma anedota de “jineteiro” para contar. Eu simplesmente ignorei a abordagem e não foram insistentes.

Não estou dizendo que todos que vêm conversar serão jineteiros, mas reflita bem. Aqui no Rio, enquanto carioca, você ficaria no calçadão de Copacabana puxando assunto com gringos? Provavelmente não. Pois você, eu e os cubanos passamos o dia estudando, trabalhando e pegando ônibus lotado. Temos mais o que fazer na vida.

A Universida de Havana é um lugar ótimo para encontrar estudantes e bater papo

A Universidade de Havana é um lugar ótimo para encontrar estudantes e bater papo

Então não dá para conversar com os cubanos? Claro que sim. Você terá oportunidade de conversar com cubanos se ficar hospedado em casas particulares que são habitadas (algumas casas particulares funcionam realmente como pousadas e não têm ninguém morando).

Outra forma é ir até a Universidade de Havana para conversar com os estudantes que sempre são muito receptivos. Estes sim, estão interessados em treinar inglês, bater-papo sobre Cuba e saber sobre o país do turista. Obviamente todos gostam muito do Brasil por causa das novelas.

Dá para usar Internet?

Sim, mas ainda é cara. Pode-se comprar um cartão com senha de wifi que custa, em média, 5 CUC, e dá direito a 1h. Em Havana, o wifi mais rápido é do Iberostar (Hotel Parque Central). Custou 6,5 CUC e é como usar a Web em casa. Em Trinidad, pasme, a melhor Internet também era do Iberostar a módicos 2 CUC + 1 consumação no bar.

O cartão é válido em toda Cuba, mas claro que os hotéis não gostam que você entre e fique usando o wifi deles sem ter comprado o cartão ali. Você pode ser gentilmente convidado a se retirar.

As coisas vêm mudando lentamente na ilha. Atualmente os cubanos, mediante cadastro na operadora de telefonia Etecsa, conseguem ter uma conta de e-mail e trocar mensagens. Também já existem pontos de acesso wifi em áreas públicas, mas nenhum gratuito. É preciso comprar o cartão e a conexão não é igual dos hotéis.

Sem Internet, me virei com mapa tradicional

Sem Internet, me virei com mapa tradicional

Enfim, espero que esse tópico se desatualize bem rápido porque não é possível mais viver sem Internet. Eu senti muita falta porque uso muito em viagens para ver onde estou, o que fazer no dia seguinte, consultar mapas etc … Não tenho costume de me programar, comprar guia estilo Lonely Planet (considero um trambolho) ou imprimir uma infinidade papéis. Em Cuba, comprei um mapa de múltiplas cidades por 2 CUC na oficina de turismo em Havana (Calle Obispo) e me virei com ele. Falar espanhol ajudou.

O que levar na mala?

Levei quase tudo que ia precisar, apesar de ter viajado só com 7 kg de bagagem. Não porque não tenha em Cuba (TEM), mas porque eu sabia que seria caro comprar por lá pagando em CUC. Isso inclui levar creme repelente, protetor solar e todos os cosméticos e produtos de higiene. Hidratante corporal faz falta porque a água na ilha é salobra.

A história de que não tem papel higiênico na ilha é uma falácia. Nas casas onde me hospedei os quartos eram bem equipados oferecendo sabonete, toalha, roupa de cama e, claro, papel higiênico. Acontece que em alguns restaurantes e lugares públicos não tinha. Então, pode levar para carregar na bolsa.

Roupas leves e sapato aberto. Andei tanto que logo nos dois primeiros dias fiz bolha no pé por causa da sapatilha e do calor. Passei o resto da viagem só de havaianas. Não deixe de levar a sua e uma sandália.

Compras em Cuba?

Os livros da feira da Plaza de Armas são das poucas opções de compras em Cuba

Os livros da feira da Plaza de Armas são das poucas opções de compras em Cuba

Por favor, Cuba não é um destino para compras. Não é sociedade de consumo. Não tem supermercados e o comércio como conhecemos. São mais parecidos com as vendinhas ou armazéns de antigamente e oferecem produtos básicos.

Comprei rum 7 anos (6 CUC) em Havana e um ímã do Che (1 CUC) no mausoléu em Santa Clara. E só. Não acho razoável pagar quase 5 Euros em um único charuto sendo que nem fumo. Também vi as bugingangas básicas nas tendas de souvenir, além de crochê, cerâmicas, artesanato de madeira e perfume artesanal. No entanto, não era nada de interessante ou que parecesse exclusivo de Cuba.

Liberado sem limites o consumo de história, cultura e experiências de viagem.

Algumas dicas de leitura antes de ir para Cuba

Eu já tinha lido “A Ilha” do jornalista Fernando Morais, livro reportagem contando a realidade da ilha na década e 70. Há mais interesse histórico do que para fins de dicas de viagem. Menos cult, baixei para kindle o “Expedições Urbanas – Havana”, do jornalista Airton Ortiz.

De blogs, há muitas dicas e histórias interessantes nos blogs:

Cruza Mundos

Nativos do Mundo

Mochilão Trips

Mochilinha Gaúcha

Mochilando Por Aí

Também usei os relatos do fórum dos Mochileiros: http://www.mochileiros.com/cuba-relatos-de-viagem-f761.html

E você, vai pra Cuba? Deixe aqui suas dúvidas e comentários !

Sobre Nivea Atallah

Jornalista de formação e mochileira por vocação.

10 comentários

  1. antonio leão

    tenho loucura para ir a cuba meu sonho e mora em cuba espero um dia realizar.

  2. CRISTINA APRÁ

    OLÁ LÍVIA, PRETENDO IR A CUBA EM SETEMBRO E VOU SOZINHA,, TENHO UMA VONTADE IMENSA DE CONHECER CUBA HÁ ANOS (MUITOS) MAS SEMPRE ACONTECE ALGUMA COISA E DESISTO. MINHA VONTADE É CONHECER A ILHA DE PONTA A PONTA… COMO JÁ MOREI MUITOS ANOS EM PRAIA NÃO TENHO INTERESSE EM FICAR EM PRAIA…QUERO VER TUDO QUE HA´DE CARACTERÍSTICO SEJA DO PTO DE VISTA TURISTICO, GASTRONÔMICO, CULTURAL E ATÉ RELIGIOSO..FICO LENDO O QUE HÁ EM CADA CIDADE E VIAJO…..
    MAS SEI QUE FICAR MUDANDO DE CIDADE EM CIDADE PODE ME DAR TRABALHO … MAS ACHA QUE VALE A PENA. OQUE VC ME ACONSELHA NESTE CASO
    GRATA E UM ABRAÇO
    CRISTINA

    • Olá Cristina,

      Me perguntas se vale a pena?

      Sobre descobrir novos mundos e sobre valer a pena:

      “Ó mar salgado, quanto do teu sal
      São lágrimas de Portugal!
      Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
      Quantos filhos em vão rezaram!
      Quantas noivas ficaram por casar
      Para que fosses nosso, ó mar!

      Valeu a pena? Tudo vale a pena
      Se a alma não é pequena.
      Quem quer passar além do Bojador
      Tem que passar além da dor.
      Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
      Mas nele é que espelhou o céu.”

      Fernando Pessoa

  3. Olá Nívea, fui em 2014 e vi que muita coisa já mudou, e pra melhor, fico muito feliz!
    Adorei os seus relatos, também fui de maneira independente, mas fui com a minha irmã gêmea.
    Eu adorei Havana, uma pena o povo cubano ser tão sofrido.
    Eu também viciei em tirar fotos dos carros antigos, acho que já é o ponto turístico da cidade!
    Um abraço

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