terça-feira , abril 25 2017
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Meu ranking cervejeiro pelo mundo. Qual a sua preferida?

Se você é um mestre cervejeiro pode parar de ler por aqui. Este post não é para profissionais, mas amadores como eu. Essa gente que não entende muita coisa da teoria, não sabe degustar, mas que na prática não dispensa a oportunidade de provar uma cerveja nova quando viaja.

Bom lembrar também que não faço buscas.Tomo o que vejo pela frente e tento saber se é local ou não. Por isso, aqui não vou falar de cervejas artesanais. São as populares mesmo, encontradas nos mercados e bares das cidades. Algumas até foram exóticas, outras bem senso comum.  Todas, no entanto, conseguiram satisfazer muito bem minha sede e meu senso de curiosidade no paladar. Vamos a elas!

7.Cambodia (Camboja)

cambodia cerveja

O Camboja tem uma indústria jovem e crescente de cerveja. São várias marcas produzidas localmente em parceria com gigantes internacionais como Angkor (Carlsberg), Anchor e Tiger (ambas Heineken). A que eu tomei é um lançamento de 2011 – a Cambodia. Do tipo lager, é fabricada pela da Khmer Brewery com tecnologia importada da Alemanha. Não gostei muito porque o amargo que geralmente é leve ficou acentuado. Provavelmente porque não estava gelada o suficiente, mas como são tantas opções na Ásia acabei não provando uma segunda vez. Aconselho a não perder a chance.

6.Corona (México)

corona beer

Wikimedia

Agora não é novidade pra ninguém, ok. A Corona já invadiu o Brasil, inclusive com produção local se não me engano. Porém, quando eu fui ao México a situação era outra. Nunca tinha ouvido falar dessa cerveja, mas era impossível não notar. Simplesmente toda vez que olhava a TV mexicana a Corona estava lá nos comerciais e nas camisas dos jogadores. Parece que patrocina todas as equipes de futebol do país. Hoje em dia é uma das marcas mais lucrativas da AmBev. Realmente só lembro do gosto da Corona porque tem no supermercado aqui no Brasil. No México, da vez que tentei tomar levei um susto. Não percebi e o garçon colocou sal na borda do copo como se fosse tequila. Não curti.

5.Beer Lao (Laos)

beer lao

Sim, eu provei uma cerveja no Laos e ela é bem famosa por lá e nos países vizinhos. A Beer Lao é feita com mistura de arroz local e malte importado e a cor fica de uma típica “loira”. Sem querer dar água na boca acho bem difícil encontrar fora do país. Mas se servir de consolo adorei o Laos e é um país que vale muito a pena ser visitado.

4.Cusqueña (Peru)

cusquena - wiki

Também conhecida como ““El oro de los Incas”. Tem na versão escura, de trigo, a ruiva, mas eu provei mesmo a “dorada” que é a pilsen normal. E não foi em Cusco, provei quando estive na cidade de Arequipa. A Cusqueña é vendida e facilmente encontrada em todo o país. Na Bolívia também se encontra. Aparentemente concentraram a qualidade na versão Premium e as normais viraram cervejas comuns.

3.Saigon (Vietnã)

saigon export - wiki

Wikimedia

Foi a primeira cerveja que tomei na Ásia, em Ho Chi Minh (a eterna Saigon), no Vietnã. Produzida pela Sabeco, a marca é mais disseminada no sul do país, onde estão as fábricas. Nos rankings cervejeiros geralmente a opinião é a mesma que eu tenho: refrescante e quando bem gelada é ótima para acompanhar os pratos apimentados vietnamitas.

2.Potosina (Bolívia) 

bolivia 1635

Não sei se foi a sede, a altitude ou o cansaço. A verdade é que adorei a Potosina, cerveja produzida pela Cerveceria Nacional, uma empresa centenária instalada na cidade colonial de Potosí, na Bolívia. O slogan? “La cerveza más alta del mundo”. A cidade de Potosí está situada a 4 mil metros de altitude. A cerveja é uma pilsen normal e para provar que não entendo nada de cerveja olhei nos sites de ranking cervejeiro e a nota dela é ruim. Achei bem injusto, mas vou dizer que ao gosto do brasileiro médio, que prefere cerveja leve e bem gelada, ela vai muito bem. Recomendo muito provar.

1.La Verte (França)

la verte

Wikimedia

A mais exótica que já tomei foi justamente no velho continente. La Verte au Genepi é da Brasserie Mont Blanc, instalada desde o século 19 aos pés dos Alpes franceses. E é de uma fonte no glaciar (a 2074m de altitude) que sai a água usada na produção da cerveja. O ingrediente especial: o Genepi, uma flor típica da alta montanha. Ela é verde mesmo e dá uma certa curiosidade e medo de beber. Mas o sabor é ótimo, bem leve, refinada e um pouco doce. Na minha opinião é uma cerveja de degustação. Não dá pra beber muito. Pode não ser fácil encontrar em qualquer supermercado da França, mas o preço nem é salgado. Pesquisei e vi que está em torno de 3 Euros a long neck. Sem dúvida vale a pena provar!

E você, tem alguma cerveja pelo mundo que achou especial? Deixe seus comentários e dicas aqui abaixo!

Sobre Nivea Atallah

Jornalista de formação e mochileira por vocação.

4 comentários

  1. Continuei a leitura por curiosidade, realmente bem medíocre esses rótulos. Já visitou Alemanha ou Bélgica? Dali saem as melhores lagers e ales respectivamente.

    Ps. Curti bastante o Blog, to viajando a horas por aqui.

  2. Eduardo Menezes

    Duas populares e boas: no Uruguai a Patricia, e na República Dominicana a Presidente.

  3. Apesar de não gostar de cervejas mais doces, fiquei com vontade desta La Verte.

    Gosto de experimentar cervejas quando viajo. Uma diferente que gostei foi a Sarajevska, na Bósnia. Mas estas cervejas mais populares costumam ser mais leves… a Cusqueña, por exemplo, não curti a “dorada. Já a de trigo e a “roja” são deliciosas!!

    • OLá Dan, Eu tb não gosto de cerveja doce, mas essa La Verte é bem diferente. É suave. Uma pena que o único lugar que acho possível encontrar é nos Alpes, nunca vi nos supermercados em grandes cidades da França. O negócio é viajar pra lá rs

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